Afif Domingos diz que outros países “não têm o manicômio tributário brasileiro”

Afif Domingos diz que outros países “não têm o manicômio tributário brasileiro”

O ex-ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa Guilherme Afif Domingos disse hoje, que outros países do mundo “não tem o manicômio tributário brasileiro”. A declaração foi feita durante uma sessão temática no Senado, que discutiu a proposta que aumenta o limite de enquadramento de microempresas no regime especial de tributação do Simples Nacional, o Supersimples.

“Não é um problema corrigir limite. Nós precisamos rever o conceito das tabelas do Simples, porque correndo o Brasil, quando fizemos a Caravana da Simplificação, nós percebemos que existe medo de crescer. A micro e pequena empresa têm medo de crescer, porque quem sai do Simples cai no complicado e quando você cita que o Brasil tem limites muito acima dos outros países, os outros países não têm o manicômio tributário brasileiro”, afirmou Afif.

O ex-ministro levou estudos para confrontar os argumentos da Receita Federal de que a proposta em discussão cria uma espécie de “terrorismo” entre os governadores sobre a perda da receita do Simples, o que, segundo ele, não é verdade. “Quando todos pagam menos, os governos acabam arrecadando mais”, disse.

Apesar de defendida por empresários, especialistas e senadores, o secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, ligado ao Ministério da Fazenda, Silas Santiago apresentou os motivos da discordância com a proposta.

No caso dos parcelamentos, por exemplo, Santiago lembrou que hoje vigora o modelo convencional, com 60 parcelas corrigidas pela Selic como todo regime tributário tem. Já o texto em análise propõe um parcelamento em 15 anos, com redução de multa e juros de forma permanente. “O que o projeto de lei traz é um parcelamento em 15 anos para sempre, com redução de juros e multa para sempre também. Na verdade, isso preocupa muito tanto o governo federal quanto estados e municípios, principalmente porque vai estimular uma cultura de inadimplência”, alertou.

Para o secretário, a proposta gerará perdas de arrecadação com reflexos também para estados e municípios, por conta da distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Já aprovado pela Câmara dos Deputados, o PLC 125/15 está na Comissão de Assuntos Econômicos, sob a relatoria da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), que pretende que a proposta seja votada no plenário da Casa até o fim de novembro. O projeto foi aprovado na Câmara em setembro passado e aumenta em 250% o limite de enquadramento da microempresa no Supersimples (passando dos atuais R$ 360 mil para R$ 900 mil de receita bruta anual máxima).

Para empresas de pequeno porte, a participação no sistema simplificado de tributação será permitida para o intervalo de R$ 900 mil a R$ 14,4 milhões anuais. Atualmente, varia de R$ 360 mil a R$ 3,6 milhões.

Já para os microempreendedores individuais (MEIs) o limite sobe de R$ 60 mil para R$ 72 mil. O MEI é aquele empresário que trabalha sozinho ou, no máximo, com uma pessoa contratada.

Fonte: Sescon Floripa

Novo aumento de impostos sobre bebidas deve desempregar, ao menos, 450 mil pessoas no setor de bares e restaurantes em São Paulo

Novo aumento de impostos sobre bebidas deve desempregar, ao menos, 450 mil pessoas no setor de bares e restaurantes em São Paulo


Alta de 40% na alíquota do ICMS da cerveja proposta pelo governo estadual sufocará um dos setores que mais emprega em SP; Atualmente, um em cada quatro estabelecimentos já enfrenta prejuízo.

O aumento de 18% para 25% do ICMS sobre cerveja proposto pelo governo estadual de São Paulo é a maior alta da história do Estado e irá agravar o alarmante cenário que o setor de bares e restaurantes enfrenta no momento. Diante da crise econômica atual, um em cada quatro estabelecimentos já fecha o mês com prejuízo, de acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). “Esse aumento de impostos deve resultar na demissão de 450 mil pessoas. Não temos mais como absorver tanto imposto e aumento de custos”, declara Paulo Solmucci, presidente executivo da Abrasel.

O setor de bares e restaurantes emprega 1,8 milhão de pessoas no Estado de São Paulo e a venda de bebidas representa até dois terços do faturamento desses estabelecimentos. Com o aumento da alíquota do ICMS da cerveja, o preço final ao consumidor deve subir cerca de 20%, afugentando ainda mais os clientes. A lógica é simples: diante da elevação de impostos, o preço dos produtos também cresce, as vendas caem, o varejo vende menos e, consequentemente, cai a margem de lucro, aumenta o prejuízo e sobe o número de demissões.

“Estimamos que para cada 1% de aumento no preço, teremos uma redução de 1,5% no volume de venda de cerveja”, afirma Solmucci. Ou seja, a arrecadação não será a esperada pelo governo, pois deverá haver uma retração de cerca de 30% no volume.  “É impressionante como não se percebe que o aumento de imposto vai acelerar o fechamento de estabelecimentos e levar milhares de chefes de famílias para o desemprego. O que é ainda mais grave em um momento de crise como o atual, quando o governo deveria pensar em como manter postos de trabalho”, completa Solmucci.

“O aumento do ICMS em São Paulo vai sufocar ainda mais os empreendedores do nosso setor. Muitos dos donos de bares acreditam que fechar as portas é só uma questão de tempo. E, infelizmente, se esse aumento for aprovado, isso acontecerá muito em breve”, lamenta Percival Maricato, presidente da Abrasel em São Paulo.

Hoje, o Estado de São Paulo possui mais de 350 mil bares e restaurantes. “Apesar de toda essa representatividade socioeconômica, nosso setor parece invisível aos olhos do poder público. Se esse aumento de ICMS for aprovado, a conta será paga com desemprego e fechamento de pequenos e médios negócios”, enfatiza Solmucci.

 

Points gastronômicos se espalham para outros bairros do Rio de Janeiro

Points gastronômicos se espalham para outros bairros do Rio de Janeiro

Tradicionais na Zona Sul do Rio, baixos, que atraem principalmente jovens, viram mania pela cidade e também na Baixada Fluminense



Eles estão por toda parte. E cheios. Apesar da crise financeira que tem esvaziado os bolsos da população, quem não deixa de sair à noite cada vez mais lota os polos gastronômicos da cidade, popularmente chamados de baixos. Formados por muitos bares, eles sempre atraíram a clientela em pontos como Gávea e Botafogo, mas outras opções ganharam força recentemente, como redutos na Tijuca, no Méier e na Ilha. Cidades da Baixada Fluminense, como Duque de Caxias e Nova Iguaçu, também têm espaço garantido para a diversão.

— Vários bares juntos é bom. Caso algum esteja lotado, você tem outras opções, além de os estabelecimentos frequentemente criarem promoções — afirma o estudante Gabriel Gouveia, de 26 anos, que aguardava por uma mesa no restaurante Vikings, o mais novo empreendimento do Baixo Tijuca.

Inaugurada há três meses, a casa tem filial de sucesso em Nova Iguaçu. A temática baseada nos povos nórdicos é a principal aposta para conquistar a clientela, com pratos de diversos países e bebidas históricas, como o hidromel, que seria a mais antiga do mundo.

— Surgimos com esse espaço novo, com a ideia de sermos diferenciados, um restaurante baseado na cultura conquistadora dos vikings. Essa proposta casava com o público tijucano, que tende a consumir muito no bairro — conta Victor Rosário, um dos sócios do restaurante.

Na contramão do país, os empreendimentos que ficam nesses polos parecem ainda não sofrer com a crise, e quem investe no ramo afirma que os lucros aumentam a cada mês. Como os baixos estão geralmente localizados em áreas privilegiadas, perto de estações de metrô, rodoviárias e locais de muito movimento, o grande desafio ainda é a busca por melhorias no entorno.

— Encaramos os outros bares como parceiros. Desde o último verão, a gente consegue lotar à noite praticamente todos os dias. A rua inteira ficou muito conhecida e a abertura de outros pontos influenciou muito — diz Gabriel Neves, sócio do Cafofo Pub, localizado na Rua Nelson Mandela, em Botafogo.

A expansão dos espaços não se restringe apenas à cidade do Rio. Os municípios da Região Metropolitana também estão atentos à demanda. Na Baixada Fluminense, desde de 2011 surgiram pelo menos seis novas casas na Rua José de Souza Herdy, que os moradores já chamam de Baixo Caxias.

— As pessoas não vão para um lugar sem nada ao redor. Aqui tem cooperativa de táxi, rede fast-food, universidades — conta Jhonny Gonçalves, um dos funcionários do Dialeto Carioca, que ampliou o espaço nos últimos meses.

Quem frequenta a área não cogita mudar.

— Os bares são muito legais e têm de tudo, para todos os gostos. Eu me sinto segura aqui — diz a estudante Andressa Silva, de 22 anos.

Fonte: O Globo

Justiça nega recurso da Câmara Municipal e mantém foie gras liberado em SP

Justiça nega recurso da Câmara Municipal e mantém foie gras liberado em SP

Presidente do Legislativo, Antonio Donato (PT), pedia em agravo cassação da liminar que suspendeu a lei que proíbe a produção e comercialização do produto na capital

A Justiça paulista negou nesta quarta-feira, 12, recurso movido pelo presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Antonio Donato (PT), pedindo a cassação da liminar que suspendeu temporariamente a lei que proíbe a produção e venda do foie gras na capital.

A lei que proibia o produto feito com fígado de pato ou ganso superalimentado estava em vigor desde o dia 26 de junho, após sanção do prefeito Fernando Haddad (PT), e foi suspensa no dia 14 de julho pelo desembargador Sérgio Rui a pedido da Associação Nacional de Restaurantes (ANR).

Nesta terça-feira, 11, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ-SP) manteve a liminar em votação unânime que negou provimento ao agravo regimental movido pelo presidente da Câmara pedindo a revogação da medida. Agora, a lei que proibia o foi gras continua suspensa por prazo indeterminado até o julgamento do mérito do caso.

Na liminar do dia 14 de julho, o desembargador Sérgio Rui aponta a "existência de elementos que apontam que a lei em discussão estaria em dissonância com os preceitos basilares inscritos na Magna Carta e na Constituição do Estado de São Paulo e, ainda, ante o incremento de despesa pública sem previsão orçamentária".

Segundo o advogado representante da Associação dos Restaurantes, Eduardo Henrique Yoshikawa, a Câmara e a Prefeitura de São Paulo não têm competência para legislar sobre o assunto. "A proibição de venda de algum produto tem de ocorrer a nível federal, ou então no âmbito estadual quando não há uma lei federal. Há decisões anteriores do Tribunal nesse sentido", disse em julho.

O projeto de lei que proíbe o comércio da iguaria francesa é de autoria do vereador Laércio Benko (PHS) e tem como objetivo defender os animais. Para obter a iguaria, os gansos são submetidos a um processo de engorda, chamado gavage. O método inclui a introdução de um funil para forçar as aves a se alimentarem.

Fonte: Estado de Minas

Abrasel reúne número histórico de parlamentares e lideranças e mostra força do setor em Brasília

Abrasel reúne número histórico de parlamentares e lideranças e mostra força do setor em Brasília

Cerimônia de abertura do 27º Congresso Nacional da entidade reuniu ministros, o governador do DF e deputados para discutir os caminhos para se criar um país onde viver seja melhor e empreender seja mais simples.

 Cerimônia reuniu número histórico de parlamentares e mostrou a força do setor. Foto: Zé Filho

Cerimônia reuniu número histórico de parlamentares e mostrou a força do setor. Foto: Zé Filho

Na noite de terça-feira (11) foi realizada a cerimônia de abertura do 27º Congresso Nacional Abrasel, no Hotel Royal Tulip, em Brasília. Com o tema “A partir das ruas, simplifica Brasil”, o evento reuniu a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu; o ministro do Turismo, Henrique Alves; o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa; Guilherme Afif Domingos; o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg; o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviço e Empreendedorismo, Manoel Júnior; o deputado federal e presidente da comissão de turismo, Alex Manente; o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz; o secretário de Turismo do DF, Jaime Recena; o diretor do Sebrae Nacional, José Claudio dos Santos, o líder do Conselho Nacional da Abrasel, Newton Pereira; o presidente do Conselho de Administração da entidade, Pedro Hoffmann; e o presidente executivo, Paulo Solmucci Junior. A União Nacional das Entidades de Comércio e Serviços (UNECS) foi representada pelo diretor de relações institucionais da Abras, Alexandre Seabra.

Parlamentares, lideranças e empresários do setor, vindos de todo o país, participaram da cerimônia, que reuniu 600 pessoas. Na fala de abertura, Solmucci falou sobre a importância do setor e disse que a Abrasel está comprometida a ser protagonista na mudança do cenário socioeconômico que hoje inquieta a população. “Entendemos que duas coisas serão centrais para essa transformação: tratar da qualidade de vida crescente para o brasileiro e garantir que o empreender no Brasil seja simples. Entendemos que a resposta vem das ruas, de uma cidade desburocratizada e com ruas vivas”. Sobre as inquietações que afligem parte da população e do empresário, o executivo respondeu com entusiasmo: “Esse país é o nosso Brasil, nós não vamos desistir”.

 Paulo Solmucci Junior fez a abertura do 27º Congresso Nacional Abrasel

Paulo Solmucci Junior fez a abertura do 27º Congresso Nacional Abrasel

 Ministro Afif falou sobre a força das micro e pequenas empresas na crise

Ministro Afif falou sobre a força das micro e pequenas empresas na crise

O ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif, que, durante a solenidade de abertura do evento na Abrasel no último ano assumiu o compromisso de propor uma mudança estrutural no projeto do Simples, afirmou que a expectativa é que essa matéria seja aprovada no Congresso ainda em agosto. “Trata-se de uma lei viva, em permanente aperfeiçoamento. Vamos passar de R$3,6 milhões para R$7,2 milhões para dar condições da empresa não precisar de subterfúgios para crescer. Quando todos pagam menos, o governo arrecada mais”, afirmou. O ministro falou também da necessidade de abrir o mercado de trabalho para jovens e adolescentes, assunto de grande interesse do setor. “Hoje nos criminalizamos o trabalho de menores. Mas para o adolescente é bom ter trabalho. A micro e pequena empresa é o ambiente ideal para que ele desenvolva suas habilidades”, finalizou.

 Ministra Kátia Abreu falou sobre a importância de fortalecer mundialmente a gastronomia nacional

Ministra Kátia Abreu falou sobre a importância de fortalecer mundialmente a gastronomia nacional

 Ministro Henrique Alves falou o Brasil potência turística

Ministro Henrique Alves falou o Brasil potência turística

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu falou sobre o trabalho para que a gastronomia brasileira seja reconhecida mundialmente. “Chegamos num ponto em que somos reconhecidos no mundo inteiro como uma potência na produção de alimentos, mas infelizmente ainda não somos reconhecidos como uma potência gastronômica. Tenho conversado com o ministro do Turismo sobre como podemos juntar nossas forças para que isso aconteça, já que temos a matéria-prima”, pontou. Kátia Abreu falou ainda sobre a importância dos bares e restaurantes para o país: “Precisamos pensar no setor como um grande negócio, como uma necessidade das famílias que trabalham, das mulheres que trabalham, daqueles que precisam do trabalho do setor e também dos empregos que ele gera - seis milhões de empregos no Brasil e quase 3% do PIB”, destacou.

 O diretor do Sebrae, José Cláudio dos Santos, lançou a campanha "Compre do Pequeno"

O diretor do Sebrae, José Cláudio dos Santos, lançou a campanha "Compre do Pequeno"

 O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, destacou o papel da gastronomia no fortalecimento da economia

O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, destacou o papel da gastronomia no fortalecimento da economia

Para o recém-empossado ministro do Turismo, Henrique Alves, o potencial turístico do Brasil é subaproveitado. Ele ressaltou a importância econômica do setor e como a gastronomia tem força na cadeia do turismo. “Duvido que haja turismo sem bar e restaurante. As pessoas não sabem que por trás da cervejinha e da diversão, há luta, risco, fiscalização, qualificação, controle de qualidade”, observou. O ministro completou: “Nessa hora em que o dólar está alto, não há atividade com custo-benefício menor, que gere emprego e renda mais rápido e com mais capilaridade do que o turismo. O setor tem que fazer parte da agenda econômica e social desse país”.

Encerrando a cerimônia, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, enfatizou a compreensão da importância da gastronomia para o desenvolvimento do turismo e da economia. Para o governador, o setor está numa fase de grandes oportunidades. “O dólar está com preço elevado e é o momento de promover o turismo interno. Tenho a absoluta convicção que é através da gastronomia que vamos construir uma economia melhor, um país melhor”, finalizou.

 

Dilma Rousseff atende pleito do setor e veta projeto que regulamentava profissão de garçom

Dilma Rousseff atende pleito do setor e veta projeto que regulamentava profissão de garçom

 
Presidente da República ouviu o setor e vetou projeto de lei 1048/1991


A presidente Dilma Rousseff vetou integralmente o projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional que regulamentava a profissão de garçom e tornava obrigatório o pagamento de 10% de gorjeta à categoria como taxa de serviço. O veto, publicado na edição de hoje (7) do Diário Oficial da União, é fruto de articulação da Abrasel, em parceria com a ANR e a FBHA, com o Planalto.


A aprovação deste projeto causaria uma desordem social, econômica e financeira grave ao setor, uma vez que prejudicaria trabalhadores, consumidores e empresários. Neste sentido, a Abrasel traçou uma estratégia para pleitear o veto presidencial e, em conjunto com a ANR e FBHA, envolveu os Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE), Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Turismo (MTur), a Secretaria-Geral da Presidência da República e a imprensa. “O trabalho em conjunto garantiu sucesso da ação”, ressaltou o presidente executivo da Abrasel, Paulo Solmucci Junior.

Na justificativa do veto enviada ao Senado, a presidente argumentou que a proposta aprovada pelos congressistas era inconstitucional. Dilma destacou que, antes de tomar a decisão, ela ouviu Ministérios, além da Secretaria-Geral e da Advocacia-Geral da União.
 


Reunião na Secretaria-Geral da Presidência da República teve objetivo de pleitear o veto ao projeto.

BH tem 65% do setor de alimentação fora dos padrões

BH tem 65% do setor de alimentação fora dos padrões

Em audiência ontem (18), Abrasel afirmou que problema é causado por excesso de exigências e leis

Pelo menos 65% de todos os 18,6 mil negócios do setor de alimentação de Belo Horizonte estão atuando fora dos padrões técnicos e sem seguir muitas das exigências da legislação municipal, de acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG). O grupo incluiu padarias, bares, restaurantes, boates, lanchonetes, entre outros serviços.

O grande número de exigências é o principal motivo para a situação. Em razão de 30 projetos de lei que tramitam na Câmara para criar ainda mais regras, a Abrasel-MG, representantes da prefeitura e da Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana da Casa discutiram, em audiência pública, nesta quinta, a flexibilização das leis que regulamentam o setor.

“Além dos 30 projetos de lei, queremos discutir o que já está vigente. A burocracia e a carga tributária estão fazendo com que os estabelecimentos partam para a informalidade”, disse Fernando Júnior, presidente da Abrasel-MG.

No encontro, ficou acertado a criação de uma comissão especial que debaterá o assunto entre vereadores, sociedade civil e Abrasel-MG.

A limitação para instalação de mesas e cadeiras nas calçadas, normas arquitetônicas e obrigatoriedade de afixação de cartazes informativos sobre diversos temas estão entre os principais questionamentos da categoria.

Música. Outro ponto levado para a discussão foi o alto custo para obtenção de alvará que permita a execução de qualquer tipo de música nos estabelecimentos. Segundo a Abrasel-MG, para receber a licença, o proprietário gasta de R$ 60 mil a R$ 100 mil com o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e o licenciamento urbanístico, exigidos pela prefeitura.

“A prefeitura não é contra eventos, mas as normas precisam ser cumpridas”, destacou Márcio Antônio de Miranda, gerente de fiscalização da Secretaria Municipal Adjunta de Fiscalização (Smafis).

Fonte: O Tempo

‘Ajuste fiscal’ nos restaurantes: a receita para enfrentar a crise

‘Ajuste fiscal’ nos restaurantes: a receita para enfrentar a crise

Bares cortam ingredientes caros, estendem happy hours e apostam em promoções para driblar recuo de até 30% no faturamento

Em tempos de crise, bares e restaurantes têm procurado a receita ideal para sobreviver. O aumento nas despesas básicas como conta de luz, água e aluguel, a disparada nos preços dos produtos, somado à queda de clientela faz com que as cozinhas se reinventem para voltar a atrair clientes e também equilibrar os gastos para sair do vermelho. Um prato mais “ajustado”, com corte de alguns ingredientes mais caros, promoções, cortesias e horários estendidos de happy hour são algumas das estratégias adotadas pelo setor.

“É inevitável, com o dinheiro mais curto, o primeiro corte que as pessoas promovem é no lazer. Elas deixam de comer fora de casa ou diminuem bastante essa saída”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) de SP, Perciaval Maricato. Segundo ele, nos primeiros três meses deste ano houve um recuo de 10% no faturamento dos estabelecimento. Alguns restaurantes, no entanto, afirmam que essa queda chegou a 30%.

É o caso do restaurante Pira Sanduba, localizado na Vila Madalena, na Zona Oeste de São Paulo, que resolveu renovar o cardápio e retirar alguns produtos com pouca saída para tentar reverter o quadro de queda no faturamento sem ter que repassar um aumento de preço para o consumidor. “Resolvi acabar com a salada de Kani Kana, um produto, que é caro, com um prazo de validade pequeno e que tinha baixíssima procura. Às vezes, também estendemos o happy hour, com doses duplas de bebidas, e fazemos uma promoção: quem compra uma caipirinha leva um petisco. É um custo que fica para nós, mas é a única maneira de atrair os clientes”, explica a sócia-proprietária Vera Marta Costa.

Outra solução encontrada para diminuir os custos foi investir na aquisição de um carro para poder comprar e buscar os produtos direto nos distribuidores, conseguindo, dessa forma, um desconto de 15%. Até então, eram os fornecedores entregavam. Para a proprietária, a queda da sua clientela e de outros bares na região é o reflexo da crise financeira que atinge os clientes que estão saindo, cada vez menos, de casa para comer. “A maior queda é no fim de semana e de noite. O nosso prato feito (PF) da hora do almoço ainda tem uma boa saída”, explica.

Apesar dessa refeição ainda ser a grande fonte de renda de alguns restaurantes, quem precisa almoçar fora de casa diariamente vem procurando uma opção mais barata. Hoje, um almoço nos restaurantes do país custa em média 27,36 reais, segundo uma pesquisa da Associação das Empresas de Refeição e Alimentação (Assert). Para quem faz essa refeição fora de casa cinco vezes por semana, o gasto mensal chega a 547,2 reais mensalmente, o que representa quase 70% de um salário mínimo.

Para não repassar os aumentos de preços para os consumidores, o restaurante à quilo Kandahali, na Zona Sul de São Paulo, decidiu demitir quase metade dos funcionários e alterar algumas opções do buffet que custa 30,90 reais o quilo. “Tive que cortar a picanha e passei a oferecer no buffet apenas uma opção de carne vermelha, antes eram duas. Algumas vezes compro peixe, mas não diariamente como antes”, conta o sócio-proprietário Ricardo Gomes da Silva.

Ele explica que os preços dos ingredientes estão bastante inflacionados, mas é complicado retirar, por exemplo, um dos mais requisitados da salada: o tomate. O produto teve uma inflação de 20% neste mês. Nos últimos 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 10,42% nas refeições fora do domicílio, acima da inflação geral que acumulou alta de 8,24%, segundo os dados de maio do IBGE.

“Para realmente sobreviver a essa inflação eu teria que repassar os preços aos clientes, mas tenho medo do pessoal fugir”. Silva também resolveu dar de cortesia um fruta – uma maçã ou mexerica – de sobremesa e diariamente escolhe um dos sucos para fazer uma promoção”, afirma.

Antevendo a crise que se instalaria no setor, a franquia Big X Picanha voltada para lanches, que atualmente possui 47 lojas no Brasil, resolveu, após uma pesquisa, criar um prato para a hora do almoço. Cerca de 75% dos consumidores afirmavam preferir comer um prato de comida a um sanduíche nesse horário do dia. “Por isso resolvemos lançar esse prato que varia de 14,90 reais a 22,90. Se bem estamos sentindo queda nas vendas dos lanches, que são uma opção mais voltada para a hora do lazer, não podemos reclamar da saída desse prato”, explica Rita Poli, dona de sete lojas da franquia Big X Picanha.

Atualmente, do total de gastos de uma família com alimentação, 32% são fora do lar, e a projeção é de que este gasto aumente e atinja 40% até 2025, de acordo com a Abrasel. No entanto, para que esse setor, composto por mais de um milhão de empresas no país, continue crescendo será preciso investir na criatividade, o ingrediente principal para enxugar os custos dos proprietários e atrair novamente a freguesia para as mesas e balcões.

Fonte: El País